Radares OFF, Perigo Fora de Vista, Fotos e Vídeo de Aeronaves Que Entraram Em CB

A meteorologia é essencial para a eficiência das operações e segurança de voo. O conhecimento das condições meteorológicas no aeródromo de partida e destino são decisivas para que o voo acontece. Além de que as informações fornecidas pelos radares meteorológicos são determinantes para que o piloto tome algumas decisões como quantidade de combustível, rota a ser utilizada, entre outras situações.

Ao acessar a REDEMET - Rede de Meteorologia do Comando da Aeronáutica, um site que tem como objetivo integrar os produtos meteorológicos voltados à aviação civil e militar, tornando o acesso às informações mais rápido, eficiente e seguro, é possível verificar o informativo sobre os onze radares meteorológicos que deixaram de operar no território brasileiro.

Desligados por tempo indeterminado: Radar Meteorológico Gama/DF; Radar Meteorológico Santa Teresa/ES; Radar Meteorológico São Roque/SP; Radar Meteorológico Três Marias/MG; Radar Meteorológico Pico do Couto/RJ

Inoperantes, sempre previsão de restabelecimento: Radar Meteorológico Petrolina/PE; Radar Meteorológico São Francisco/MG; Radar Meteorológico Tabatinga/AM; Radar Meteorológico Cruzeiro do Sul/AC; Radar Meteorológico Tefé/AM

A existência de radares meteorológicos, facilita a identificação e o desvio de nuvens Cumulonimbus (CB), causadora de grandes estragos, caracterizada por um grande desenvolvimento vertical, atingindo mais de 15km de altura, tem o formato de bigorna e produzem muita chuva.

Em 2015 por exemplo, o voo JJ3307 da TAM que seguiria do Rio de Janeiro à Natal fez um pouso forçado devido forte turbulência por ter entrado em um CB. Ninguém se feriu porem a aeronave sofreu danos estruturais severos.

Tem também o exemplo do voo da TAM 3012, de curitiba para São Paulo, segue o vídeo abaixo com gravação do áudio e fotos do ocorrido:

 

Esta semana aconteceram dois fatos marcantes e significativos para a aviação: o espaço aéreo brasileiro foi considerado pela IFALPA como criticamente deficiente e onze radares meteorológicos foram desativados. Diante deste cenário, a as autoridades não fazem nada para investir na aviação civil brasileira afim de desenvolve-la e torna-la cada dia mais segura, pelo contrário, o que presenciamos é o descaso.

 Posicionamento oficial da Aeronáutica:

“O Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) possui 23 radares meteorológicos. Cinco deles, localizados em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, estão temporariamente desligados devido a restrições orçamentárias.

Esses radares são ferramentas complementares para a captação de informações meteorológicas. É importante ressaltar que eles não são utilizados para o controle de tráfego aéreo. Além dos radares meteorológicos que continuam em operação, o SISCEAB conta com outras fontes de informação para previsões climáticas, como imagens de satélite e estações meteorológicas de superfície.”

Esse post foi editado em 15/08/2020 17:07

Marina Rapuano

Analista de Segurança de Voo. Graduada em Aviação Civil (UAM), Especialista em Segurança de Aviação e Aeronavegabilidade Continuada (ITA), Gestora de Segurança Operacional – GSO (ANAC).

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